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Centro Social A Pedreira
✔️Rúa Serra, 36 (Ponte Vedra)
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Whatsapp: 601 98 12 88
✔️Formulário para associar-se
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Depois de meses de intenso trabalho e enquanto acabamos os detalhes, podes vir pintar e decorar coletivamente na próxima terça e quinta-feira 19 e 21 de setembro, temos o prazer de anunciar o inicio da atividade no local da rua Serra 36, que já agora conta com toda a infraestrutura disponível.
O evento, de dous dias, contará com debates, formaçom, comida e muita música, atividades que som para todos os públicos. Ajuda difundir o cartaz nas redes sociais.

📌Sexta-feira, 29:
📍 Mesa redonda : Experiências para a transformaçom social
📍Concerto com Tecor Societário
📌Sábado, 30:
📍Atividade familiar com Ciencia em movemento
📍Sessom Vermute com A Tralha da Terra de Montes
📍 Jantar e Foliada ( _Reserva antes do 27 de Setembro)_
A nom perder!!!
Avante A Pedreira!!!💪🏻
Na tarde do 23 de junho vamos ter muita festa e tradiçom. Divertiremos e dançaremos com o melhor folque ao vivo de Toma de Terra e Gure Terra, encheremos o bandulho com sardinhas frescas e purificaremos corpo e alma na cacharela de Lume Novo neste solsticio de verão para o que contamos com a ajuda da area de cultura da Deputación de Pontevedra.
Foliada de Lume Novo.
LOCALIZAÇOM: Terrenos de Tafisa, a beira do Léres, https://goo.gl/maps/hvBWmCUcKRm88Eb7A
MÚSICA ao vivo com Gure Terra, Toma de Terra e Foliada livre a começar por Solimán Pandereteiras. Começará pontual às 21:00horas.
LUME: Cacharela e sardinhas na grelha. Umha fogueira de carvalho e loureiro ajudara-nos criar um lume limpo e purificador que saltar 7 vezes, assim como a assar as Sardinhas que comeremos molhando o pam. Por petiçom popular, também haverá chouriços na grelha, bom proveito.
O JEITO: Se queres conhezer a arte tradicional de pesca, contata-nos no 623317579. Esta atividade é de noite e só para pessoas associadas a Pedreira.
Concertos:
O Coletivo de Toma de Terra é um pequeno conjunto de artistas disidentes, de aquí e de alá, que pretende achegar-se á música tradicional dum jeito alternativo baseando-se na improvisaçom. Entre as súas peças percorrerám cromatismos sonoros que mudarám desde a raíz máis arcaica das pandereteiras até sinteses electrónicas distorsionadas, passando por performances de dança contemporánea, de poesía, e incluso rap. Primando sempre a música para o baile, a súa proposta aspira moverse polo senso da versatilidade e transversalidade.
Num mundo no que predomina a tecnología e a música digital, Gure Terra
chegam desde o passado para trazer as canções de moda (daqueles tempos),
ademáis de composições proprias.
Solimán Pandereteiras nasceram do movimento social da mão da A.C. Trépia e sempre se prestam para encetar as boas festas e colaborar com o movimento popular, traz o teu instrumento e continua a música trás os aturujos de Solimán.
Ponte Vedra maio 2023
Caras,
Desde o C.S. A Pedreira queremos convidar-vos a participar na
Rondalha que temos vontade de realizar o 16 de maio às 20.00 h.
saindo da Peregrina e rematando na praça da Pedreira como
inauguraçom dos atos e atividades que temos programado realizar polo
Dia das Letras.
Agardamos à vossa assistência,
saudaçons.
DÁ O PASSO, FALA GALEGO!
O ano antes de que o Covid transformara o nosso mundo para sempre, se cumpliam 100
anos justos do passo de Castelao por Ponte Vedra como professor do Liceu desta cidade.
Um mundo bem distinto aquele de 1919.
100 anos em tempo histórico nom som nada, nom eram nada polo menos até a irrupçom da
Revoluçom Industrial e a sua conseqüência mais catastrófica que foi a expanssom do
sistema capitalista polo mundo enteiro.
Fai 100 anos na Galiza pouca Revoluçom Industrial havia já que apenas passaram 40 anos da irrupçom do ferrocarril e so 20 da inauguraçom da linha de comboios que unia Ponte Vedra com Vila Garcia. Aquela Ponte Vedra pouco tinha que ver com esta e nom tam so no estético, muito mais no social e, por ende, no linguístico. Porque sí, o linguístico é social e o social é linguístico.
Que teriam pensado aquelas pessoas de ter podido visitar a Galiza 100 anos depois e descubrir umha sociedade linguísticamente arrassada? Aquelas pessoas nom o sabiam, mas estavam a piques de conquistar umha República e fazia ainda bem pouco que iniciaram o que logo se deu em chamar o Rexurdimento, um movimento cuja força e importância ainda se deixam sentir hoje. Aquele Rexurdimento que dá o assubio de saída com Cantares Galegos de Rosalia e alcança o seu cénit no 1916 graças à criaçom das Irmandades da Fala ao albur do Romanticismo e o Realismo europeus, onde de súpeto o nosso povo descobre o valor dunha lingua milenária acosada e perseguida polo Estado e às instituiçons durante tantos séculos atrás.
Que pensaria o próprio Francisco Fernández del Riego ao que este ano adicam o dia das
nossas letras e ao que devemos a criaçom entre outras cousas da Editorial Galaxia que
tanta importância tivo para a nossa língua?
Nim se podiam imaginar fai 100 anos a perseguiçom, o acosso e as represalias que viriam
acompanhadas do levantamento fascista que todas conhecemos e ante o qual se
mostrarom firmes e derom às suas vidas por deixarnos umha herança de dignidade.
Viver ou morrer, no físico e no metafísico. A herança cultural ademais de guardar íntima relaçom co mundo que nos rodeia, impacta de forma directa na autoestima dos povos, esso que conhecemos como “autoodio” e que está mais que documentado é umha das consequências de nom conservala como se merece.
Castelao no 1919 caminharia por Ponte Vedra e provavelmente nom escoitaria a ninguem falando em espanhol, a ninguem. Aquela sociedade rural e marinheira que fazia vibrar os cimentos daquela pequena vila senhorial, desejava o PROGRESSO, a modernidade, o futuro,... mas ninguém se esperava daquelas que aquel progresso tinha como pago a nossa língua e a nossa forma de viver.
O franquismo foi terrível, mas daquel 90% de monolingues em galego que havia no nosso país a princípios do século XX ao 30% actual, o período que realmente foi destructor para a nossa cultura foi o que nasceu da Transiçom. Progresso ao troco da renúncia à língua galega.
A Ponte Vedra de hoje em dia é uma cidade bonita, recebe prêmios, orgulho da sua
cidadania. Esta Ponte Vedra moderna que fala em espanhol a causa da modernidade,
também cheira a merda e ovos podres. Progresso, progresso e mais progresso.
Estamos ressistindo. Vemos passar por acima de nós ao imperialismo espanhol, à guerra
fria cultural do mundo anglosajom e à sua globalizaçom, mentres nós nos agarramos cada
vez mais forte à umha cadeira imaginária que nos ata à terra.
Sabemos que um dia para o galego nom é suficiente. Temos que ganhar o relato à
globalizaçom capitalista que só valoriza o que é útil em termos de produtividade e polo que
a nossa língua é um objetivo a batir.
Nós sabemos que a língua galega é umha parte importante da nossa autoestima colectiva
por esso, espaços como o C.S. A Pedreira som absolutamente imprescindíveis. Som
trincheiras de resistência ao relato da utilidade productiva capitalista. Este espaço
proporciona um lugar para a inmersom linguística absolutamente necessário, umha ilha
natural onde qualquer pessoa criada no “progreso do espanhol" poda dar o paso e
recuperar a sua autoestima linguística. Esse passo tivemolo que dar a maioria de nós já que
somos maioritariamente “neofalantes” ao ter nascido depois da Transiçom e sabemos que
nom é nada singelo si nom se dam unhas condiçons propícias que ajudem a tal fim.
Está na nossa mam passar da resistência à remontada, temos a vontade, o espaço e a
razom, assim que animemos a todas e todos a dar o passo.
DA O PASSO, COMEÇA A FALAR EM GALEGO.
Do Centro Social A Pedreira estreamos blogue e Festa da Língua.
Completa programaçom da Festa da Língua que organizamos com a colaboraçom da area de normalizaçom linguística do Concelho de Ponte Vedra. Terá lugar nos dias 16 e 17 de maio e haverá concertos, jogos populares, palhaços e muitas cousas mais. Vamos festejar que existe um movimento viçoso que trabalha pola nossa cultura dia após dia. Nas semanas previas as jornadas "Construindo futuro para a língua galega" ajudaram a entender as ferramentas que temos disponíveis para normalizar o galego. Continua a ler toda a programaçom.27 de abril: Imersom línguística com Santi Quiroga. Coordenador nacional das Escolas Semente e professor no ensino público.
4 de maio: Umha língua extensa e útil com Tareixa Carro e Sechu Sende. A professora de português e o reconhecido escritor multidisciplinar achegaram-nos as infinitas possibilidades do mundo da lusofonia
11 de maio: O Galego nas redes sociais com Sara Seco, Neeumatiko e Orgullo Galego. Explicaram-nos como é possível criar contido em galego com muito sucesso.
Antes dos concertos será o espaço para um evento lúdico reivindicativo onde todas juntas visibilizaremos umha língua viva. Para apoiar a mobilizaçom animamos a vossa associaçom assinar o manifesto da Ponte Vedra que quere o Galego na seguinte ligaçom https://forms.gle/DGcnaKFXZ1HeRkhb9
Concertos na Praça da Pedreira.
Vem desfrutar de Trés pés para un Suso onde o Leo, o Constenla e o Sobrado, praticantes da livre heterodoxia re-interpretam Suso Vaamonde e de Sonoro Maxín, banda que trás tantos anos percorrendo os cenários do país apenas precisam apresentar-se, voltam dum obrigado parom para fazer-nos mover o esquelete com as melhores cumbias e ritmos mais bailáveis.
Desde ás 11:00h da manhã, na rua Serra (imediações da Praça de Abastos) contaremos com múltiples atividades para todas ás idades, jogos populares, o palhaço mais conhezido da cena galega, música ao vivo, livros e um almorço que require reserva prévia no e-mail apedreira@riseup.net
Mil primaveras mais para a nossa língua!