Nos últimos dias, as companheiras da Revoluçom de Rojava vírom-se obrigadas, umha vez mais, a defender o seu território e o projeto democrático, popular e feminista construído no nordeste da Síria. Frente a elas, avançam grupos islamistas armados (coa cumplicidade direta ou indireta do próprio Estado sírio e das potências que o sustentam), deixando tras de si sequestros de mulheres, humilhaçons por pertença étnica, liberaçom de combatentes do ISIS e umha escalada de terror e barbárie.
O que está a acontecer em Rojava nom é um conflito local. É umha expressom clara dum fenómeno global: o avanço do fascismo. Um fascismo que, em todas as latitudes, se constrói sobre o ódio, o autoritarismo e a violência patriarcal. Nom é casual que ataque com especial crueldade projetos onde as mulheres som protagonistas políticas, militares e sociais.
Rojava representa tudo o que o fascismo teme: democracia desde abaixo, pluralidade étnica, autodefesa popular e libertaçom das mulheres. Por isso a violência que ali se exerce é também umha guerra contra a emancipaçom feminina, a expressom mais crua da brecha de género que o fascismo aprofunda em todo o mundo.
Quando as democracias tambaleiam, o fascismo avança. E fá-lo sempre com um forte componhente machista, disciplinando corpos, calando vozes e destruindo qualquer alternativa que demonstre que outro mundo é possível.
Como internacionalistas e antifascistas, nom podemos mirar para outro lado. Defender Rojava é defender a vida, a dignidade e a luita contra o fascismo global.
✊🏾 Toda a solidariedade com quem resiste em Rojava.
🔥 Contra o fascismo, organizaçom e luita.


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