martes, 3 de marzo de 2026

Conciliaçom 8M

Este 8 de Março, Dia da Mulher Trabalhadora, desde o Centro Social A Pedreira queremos contribuír ativamente a que mais mulheres podan participar na jornada de mobilizaçom e nos espaços de encontro.


O 8M é unha data de reivindicaçom feminista e de visibilizaçom do trabalho, remunerado e nom remunerado, que realizam as mulheres. Umha forma concreta de apoio é facilitar que disponham do seu tempo.


Por isso animamos a todos os sócios e companheiros a oferecer-se neste dia para tarefas de conciliaçom: coidado de crianças, acompanhamento de pessoas dependentes ou substituiçons pontuais que permitam a outras mulheres asistir à manifestaçom ou ao Jantar das Mulheres.


A colaboraçom pode organizar-se de maneira simples, a través das redes de confiança de cada quem. O importante é asumir coletivamente que a corresponsabilidade também é umha práctica política.


Se queres participar nesta iniciativa de Conciliaçom 8M, contacta co centro social. 



venres, 20 de febreiro de 2026

COMUNICADO DAS PESSOAS SANCIONADAS POLAS PROTESTAS CONTRA A PARTICIPAÇOM DA EQUIPA DE ISRAEL NA VOLTA CICLISTA


A subdelegaçom do governo em Pontevedra, co seu desmesurado afám arrecadador e repressor das liberdades, impom a 27 pessoas umha sançom de 300 €, polo facto de protestar contra a participaçom da equipa de Israel na volta ciclista, baseando-se na lei contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intoleráncia no Desporto.

Na mobilizaçom de Mos, como na de Monforte ou como em todas as celebradas nas distintas localidades da Galiza por onde discorreu dita competiçom, protestou-se de forma totalmente pacífica, contra a participaçom da equipa de Israel no evento desportivo, por considerar que se tratava dumha prática de lavado de cara e de branquear um crime de lesa humanidade, reivindicaçom partilhada por umha grande parte da populaçom galega e estatal. Já com anterioridade à sua celebraçom, muitos setores da sociedade e organizaçons sociais de defesa de direitos humanos solicitarom à organizaçom que regeitasse a participaçom desta equipa; esta reivindicaçom foi em aumento até converter- se num clamor popular, somando-se a ela numerosas pessoas do ámbito cultural, social, sindical e desportivo, incluso diversos cargos de partidos políticos dum amplo espetro ideológico, entre os quais se atopava o presidente do governo do Estado. Estas demandas coletivas fôrom desouvidas de jeito prepotente pola organizaçom, o que gerou grande descontentamento social.

A prova ciclista celebrou-se em plena operaçom de limpeza étnica de Israel contra a populaçom palestina. Operaçom na que, como reconhece o próprio governo israelita, se assassinárom 71.667 pessoas palestinas, das quais mais de 75% eram mulheres e crianças. Seguramente os números serám muito mais elevados, como adverte a relatora da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados. Neste genocídio utiliza-se a tortura, a violaçom, a fame e a sede como armas de guerra, e atacam-se jornalistas e centros de saúde como objetivos prioritários.

A aplicaçom, nestas sançons, da Lei contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intoleráncia no Desporto carece de toda lógica e critério e supom umha utilizaçom perversa da mesma, já que aplicá-la a umha protesta pacífica a favor dos direitos humanos é contrário aos objetivos para os que foi redigida: evitar a violência e o racismo que tem lugar nalguns ámbitos desportivos. No seu preámbulo di, entre outras cousas: “Nenhumha raça, religião, crença política ou grupo étnico pode considerar-se superior às demais”, o que é mais acorde coa reivindicaçom da protesta que cos argumentos da sançom. Nom estamos ante um caso de violência no desporto, senom de cidadania consciente.


Estas protestas nom nacerom do ódio, senom da solidariedade e a defesa dos Direitos Humanos. Nom se exerceu violência nem se fomentou a xenofobia, o racismo e a intoleráncia; todo o contrário, protestou-se contra a xenofobia, o ódio e a violência extrema que exerce o estado de Israel contra a populaçom palestina. Estám baseadas no exercício pacífico dos direitos fundamentais de liberdade de expressão, protesta e reuniom, manifestando umha opiniom política legítima e de solidariedade. Os factos nom podem qualificar-se de participaçom ativa em altercado, peleja ou desordens públicas. Tampouco se produzírom danos materiais nem pessoais, tal e como se reconhece na própria sançom.


O conceito de “discurso de ódio” naceu para proteger o exercício dos direitos fundamentais de coletivos vulneráveis e historicamente discriminados, nom para defender um país que viola de jeito bestial e sistemático os direitos humanos. A incitaçom ao ódio requer umha intençom direta de gerar hostilidade, discriminaçom ou violência contra um grupo vulnerável. Nada disto é aplicável neste caso.

Portar bandeiras da Palestina nom incita à violência nem ao ódio contra nengum coletivo, incita à açom política e diplomática contra um governo que está exercendo um genocídio. A Palestina é um Estado reconhecido oficialmente polo Governo do Estado espanhol, polo que é juridicamente insustentável que a Administraçom considere "incitaçom à violência" a exibiçom de bandeiras dum Estado amigo e reconhecido diplomaticamente. Umha bandeira palestina é um símbolo de solidariedade e reivindicaçom humanitária global.

O mesmo Governo que nos sanciona por denunciar o genocídio, ainda segue mantendo relaçons comerciais, incluso de indústria armamentista e de tecnologia militar, co estado israelita.


Por se fora pouco, nestas sançons relatam-se uns factos sem especificar em que infraçom incorreu cada pessoa sancionada. E como nom existem motivos que possam fazer quadrar as suas fantasias jurídicas coa realidade, oferecem umha reduçom importante na contia da sançom a quem se responsabilize dalgum dos factos.


Por todo o acima descrito, denunciamos publicamente estas sançons como umha manobra repressiva, com afám arrecadador, na que se aplica umha lei que nom tem nada a ver cos factos, onde se criminaliza umha protesta pacífica em defesa dos direitos humanos do povo palestino e onde nom existe umha acusaçom clara duns factos determinados a cada pessoa sancionada.



Assina este comunicado: Represaliadas pola volta ciclista.



Subscrevem este comunicado as seguintes organizaçons sociais:

-Movemento Global para Gaza Galiza, -Compostela por Palestina, -Foro Galego de Inmigración, -Colectivo de Apoio a Palestina Costa da Morte, -Insubmisas Contra o Rearmamento Galiza, -Sanidade Galega con Palestina, -Galiza por Palestina, -CS Mádia Leva. -CGT Galicia, -Pontevedra con Palestina, -Colectivo ProPalestino de Redondela,

-Sinha PACA (Plataforma de Activistas Culturais e Artistas), -CS A Revolta do Berbés, -BDS Vigo, -BDS Galiza, -Morrazo con Palestina, -Ateneo Areas Gordas, -Memoria Verdade e Xustiza, -O Condado con Palestina, -CS A Galleira, -As da Industria, -Intifada Cultural,

-Centro Social A Pedreira, -Ceivar, -Colectivo de Acción Gravidade 2.0, -CIG (Confederación Intersindigal Galega), -A Revolteira, -Centro Social Gomes Gaioso, -Mpi (Mocidade pola Independência), -Xuventude Comunista, -CMS (Coordenadora da Mocidade Socialista),

-Adega (Asociación para a Defensa Ecolóxica de Galiza), -CS Fuscalho, -Fruga, -Confraría de Pescadores "Santa Tegra" de A Guarda, -Asociación Piueiro, -ORMALUGA, -Organización de Mariñeiras e Mariñeiros Luso Galaica, -Do Courel a Palestina, -Ateneo Libertario de Pontevedra, -Centro Social A Desviada,-Avante LGBT+, -Asociación FISA Boa Vida, -CSA A Hedreira, -Lugo por Palestina, -Assembleias Abertas Independentistas, -Erguer. 

luns, 2 de febreiro de 2026

Foliada! 𝟔 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨

 

🥁 𝐅𝐎𝐋𝐈𝐀𝐃𝐀 𝐃𝐀 𝐏𝐄𝐃𝐑𝐄𝐈𝐑𝐀 💫
📍 Mercado de Abastos · Ponte Vedra
🗓️ 𝟔 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨
🕗 𝟐𝟎:𝟎𝟎 · Obradoiro de baile com 𝐌𝐢𝐠𝐮𝐞𝐥 𝐒𝐨𝐭𝐞𝐥𝐨
🕘 𝟐𝟏:𝟎𝟎 · Música ao vivo com 𝐀𝐛𝐢𝐧̃𝐚𝐝𝐨𝐢𝐫𝐚 e 𝐏𝐚𝐧𝐝𝐞𝐫𝐞𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐏𝐞𝐢𝐬 𝐝’𝐇𝐨𝐬
O Centro Social A Pedreira organiza umha foliada *𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐚 𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚, pensada como 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐠𝐚𝐥𝐞𝐠𝐨, tanto para quem o fala com naturalidade como para quem está a começar.
Umha festa 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐠𝐞𝐫𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐞 𝐟𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚, onde rompemos estereótipos, partilhamos saberes e colocamos os corpos no centro, sem papéis impostos.
Aqui nom vimos consumir cultura: 𝐯𝐢𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢́-𝐥𝐚 𝐣𝐮𝐧𝐭𝐚𝐬. Se che apetece somar, este é o teu lugar.
A tua voz importa, o teu ritmo conta e a festa melhora quanto mais a fazemos em comum.
Vinde cantar, bailar e fazer comunidade.
💪🏼✊🏼 𝐀 𝐟𝐨𝐥𝐢𝐚𝐝𝐚 𝐞́ 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚!

venres, 23 de xaneiro de 2026

🔥 ROJAVA RESISTE, O FASCISMO AVANÇA 🔥


Nos últimos dias, as companheiras da Revoluçom de Rojava vírom-se obrigadas, umha vez mais, a defender o seu território e o projeto democrático, popular e feminista construído no nordeste da Síria. Frente a elas, avançam grupos islamistas armados (coa cumplicidade direta ou indireta do próprio Estado sírio e das potências que o sustentam), deixando tras de si sequestros de mulheres, humilhaçons por pertença étnica, liberaçom de combatentes do ISIS e umha escalada de terror e barbárie.


O que está a acontecer em Rojava nom é um conflito local. É umha expressom clara dum fenómeno global: o avanço do fascismo. Um fascismo que, em todas as latitudes, se constrói sobre o ódio, o autoritarismo e a violência patriarcal. Nom é casual que ataque com especial crueldade projetos onde as mulheres som protagonistas políticas, militares e sociais.


Rojava representa tudo o que o fascismo teme: democracia desde abaixo, pluralidade étnica, autodefesa popular e libertaçom das mulheres. Por isso a violência que ali se exerce é também umha guerra contra a emancipaçom feminina, a expressom mais crua da brecha de género que o fascismo aprofunda em todo o mundo.


Quando as democracias tambaleiam, o fascismo avança. E fá-lo sempre com um forte componhente machista, disciplinando corpos, calando vozes e destruindo qualquer alternativa que demonstre que outro mundo é possível.


Como internacionalistas e antifascistas, nom podemos mirar para outro lado. Defender Rojava é defender a vida, a dignidade e a luita contra o fascismo global.


✊🏾 Toda a solidariedade com quem resiste em Rojava.

🔥 Contra o fascismo, organizaçom e luita.


xoves, 15 de xaneiro de 2026

24 ꭰꭼ Ꭻꭺꮑꭼꮖꭱꮎ
Ꭼꮖꭱꭺ ꭰꮎ Ꭻꮎᏽꮎ ꭰꭺ Ꮲꭼꭰꭱꭼꮖꭱꭺ
Ꮩꭼꮑ ꭻꮎᏽꭺꭱ ꭼ ꭻꭺꮑꭲꭺꭱ ꮯꮎꮑ ꮑóꮪ





COMUNICADO DO CENTRO SOCIAL A PEDREIRA

Três meses depois dos acontecimentos vividos

durante as protestas contra a participaçom da equipa israelí na Volta Ciclista e da posterior detençom dum companheiro, acabamos de receber novas notificaçons represivas. Polo menos três pessoas vinculadas ao Centro Social A Pedreira enfrentam agora procedimentos sancionadores que, de maneira surpreendente, nos acusam de racismo, xenofobia e intoleráncia.

Queremos expresar com claridade que estas sançons  produzem-se unicamente por exercer o nosso direito à expressom e por manifestar publicamente a nossa solidariedade co povo palestiniano diante da situaçom extrema que se vive em Gaza. Denunciar violaçons sistemáticas dos direitos humanos e posicionar-se contra a violência exercida sobre a populaçom civil nom pode ser considerado um ato de ódio; muito polo contrário, responde a princípios básicos de justiça, dignidade e humanidade.

Entendemos estas multas como parte dumha dinâmica que vai mais alá dos casos concretos: umha forma de pressom que procura dissuadir, cansar e desmobilizar a participaçom social e a protesta legítima. A aplicaçom de sançons económicas cumpre aqui um papel claramente intimidatório, aproveitando-se da desigualdade de forças entre a administraçom e as pessoas ou colectivos que se organizam desde abaixo.

Desde A Pedreira queremos informar que recorreremos estas sançons e que continuaremos defendendo o direito a manifestar-se e a mostrar solidariedade internacionalista. Ao mesmo tempo, agradecemos sinceramente todas as mostras de apoio recebidas até o de agora, que demonstram que nom estamos sós.



Nos vindeiros dias partilharemos informaçom sobre como acompanhar este processo e sobre diferentes formas de apoio mutuo e solidariedade, também no plano material, para afrontar coletivamente as consequências destas sançons.

Seguiremos atentas, organizadas e comprometidas, convencidas de que a defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressom é umha responsabilidade coletiva.

Viva Palestina livre.

Centro Social A Pedreira

Conciliaçom 8M

Este 8 de Março , Dia da Mulher Trabalhadora, desde o Centro Social A Pedreira queremos contribuír ativamente a que mais mulheres podan pa...